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Diário de Berlim, parte 1: quatro hotéis, quatro modelos de negócio
O primeiro dia da Missão Hoteleiros do Futuro em Berlim — com mais de 20 participantes entre hoteleiros, desenvolvedores imobiliários e investidores — foi dedicado a visitas técnicas a hotéis de perfis deliberadamente distintos: Waldorf Astoria Berlin, 25hours Hotel Bikini Berlin, MM:NT Berlin Lab Hotel e Moxy Berlin Ostbahnhof. O grupo também recebeu uma apresentação da Mews, plataforma all-in-one em nuvem que já captou mais de € 700 milhões desde 2012 e atua em mais de 85 países — sem planos, por ora, de desembarcar no Brasil.
Luxo versus lifestyle: o teste da rentabilidade
Integrado a um projeto de uso misto em Charlottenburg-Wilmersdorf, o Waldorf Astoria opera com diária média de € 280 e ocupação anual de 57% — números que levantaram dúvidas do grupo quanto à lucratividade para aquele padrão. A poucos metros, o 25hours Hotel Bikini pratica diária média de € 180 com ocupação acima de 80% e operação bem mais enxuta.
- Leitura precisa do público-alvo, traduzida em decoração descolada.
- Design bem acabado e aparentemente barato.
- Uso otimizado de cada metro quadrado, nos quartos e nas áreas comuns.
- A&B com três pontos de venda que se complementam.
- Serviços que conversam com a cidade, como aluguel de bicicletas.
- Detalhes de baixo custo e alto impacto — como as redes no lobby.
Digital first: o hotel como laboratório
Com apenas seis quartos, o MM:NT Berlin Lab Hotel, da australiana TFE Hotels, existe para testar soluções digitais antes de escalá-las. Do check-in ao acesso ao quarto e à compra de uma cerveja no bar, tudo é digital — inclusive via WhatsApp. Nos primeiros meses, a unidade literalmente trocava hospedagem por feedback.
O que queremos saber é quais defeitos na operação podemos e devemos ajustar antes de levar a solução testada para uma escala maior.
Moxy: o modelo do investidor
O Moxy Berlin Ostbahnhof, marca lifestyle da Marriott, tem 300 UHs de 15 a 25 m², ocupação anual em torno de 80% e diária média de € 110. O interesse para o investidor brasileiro está no desenho: área comum única integrando recepção, bar, coworking e jogos; recepção em ilha, sem balcão; A&B em grab n' go, inclusive no café da manhã; e modelo construtivo barato e adaptável, com mobiliário moderno que sugere CAPEX mais baixo.
Conteúdo original
Este texto é um resumo editorial da matéria publicada no Hotelier News, de autoria de Vinicius Medeiros. Todos os créditos da reportagem são do veículo.
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